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Gastroclínica Florianópolis

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Diretor Técnico Médico: Amilton Carniel Guimarães - CRM/SC 8079

DÚVIDAS FREQUENTES

Endoscopia Digestiva

O termo endoscopia significa “olhar por dentro” e tipicamente se refere ao ato de olhar dentro do corpo humano por razões médicas usando um endoscópio, que é o instrumento usado para examinar órgãos tubulares ocos ou cavidades.

A endoscopia é uma grande ferramenta para o Gastroenterologista e para o Cirurgião do Aparelho Digestivo, pois permite o diagnóstico e, muitas vezes, o tratamento de inúmeras doenças do trato digestivo.

O endoscópio é um tubo flexível, com diâmetro externo que varia entre 0,6 e 1,2 cm, que possuí em sua ponta um pequeno chip eletrônico (CCD, charge-coupled device), semelhante aos encontrados em câmeras digitais, que capta imagens, as converte em sinais elétricos digitais, que são conduzidos até uma unidade de processamento, que os converte dessa vez em imagens de alta resolução, que são apresentadas ao médico examinador num monitor de vídeo.

Outro avanço tecnológico que permitiu a criação dos endoscópios modernos foi o desenvolvimento das fibras óticas, que são filamentos, finos e transparentes, feitos de sílica (vidro) ou plástico, que funcionam como guias para a luz, permitindo transmitir a luz de uma ponta à outra, mesmo que existam grandes angulações ao longo de todo o comprimento da fibra.

Com o auxílio das fibras óticas, o endoscópio adquiriu a capacidade de iluminar o interior das estruturas e cavidades que são examinadas.

A endoscopia digestiva, deixou de fazer apenas diagnósticos, e evoluiu em direção ao tratamento de inúmeras condições, tais como: retirada de pólipos intestinais (polipectomia), controle de sangramentos, dilatação de estreitamentos, retirada de corpos estranhos etc.

Como especialidade médica reconhecida, a endoscopia está presente no ramo cirúrgico da Medicina (a cirurgia videlaparoscópica é uma modalidade de endoscopia, onde o aparelho é inserido por pequenas incisões cirúrgicas) e, também, no ramo clínico (endoscopia digestiva alta e baixa, onde o aparelho é inserido pela boca e ânus, respectivamente).

Tradicionalmente, o Gastroenterologista recebe treinamento formal em endoscopia digestiva e o Cirurgião do Aparelho Digestivo recebe treinamento em cirurgia videolaparoscópica.

Cirurgia Videolaparoscópica

Também chamada de cirurgia minimamente invasiva ou cirurgia por pequenos orifícios, é uma moderna técnica cirúrgica onde as cirurgias abdominais são realizadas através de pequenas incisões (geralmente com 1,5 cm) em contraste com as grandes incisões necessárias na cirurgia tradicional.

Na cirurgia videolaparoscópica são captadas imagens do campo cirúrgico por meio de um conjunto ótico e eletrônico específico. Os elementos do campo cirúrgico são magnificados e apresentados ao cirurgião num monitor de vídeo.

As vantagens para o paciente dessa modalidade cirúrgica são inúmeras, tais como: menos dor devido às incisões menores, menor sangramento durante o procedimento e menor tempo de recuperação.

Doença Celíaca

O que é a Doença Celíaca?

A Doença Celíaca, também conhecida como Espru Celíaco ou Enteropatia sensível ao Glúten, é uma desordem
autoimune que ocorre em pessoas geneticamente predispostas e afeta tanto crianças quanto adultos. Nas portadores da doença, a ingestão de alguns tipos de produtos feitos a partir de alguns cereais pode causar danos no intestino delgado. Esses danos podem interferir com a capacidade do intestino delgado de absorver os inúmeros nutrientes presentes nos alimentos que ingerimos todos os dias, causando desnutrição e uma variedade de outras complicações. As sequências de aminoácidos responsáveis pelo problema são chamadas coletivamente de “Glúten”, que é encontrado no trigo, centeio, cevada, malte e, em menor concentração, na aveia.

Nos indivíduos portadores da Doença Celíaca, a ingestão do Glúten desencadeia, de forma indevida, uma resposta imunológica na mucosa do intestino delgado (mucosa é a camada de células que reveste a face interna do intestino e que está em contato direto com tudo que ingerimos por via oral). Essa resposta imunológica inadequada produz danos na mucosa intestinal, que, gradativamente, vão comprometer a função absortiva intestinal. Com a capacidade absortiva intestinal reduzida, a oferta de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde reduz e outras complicações se tornam evidentes, como desnutrição, osteoporose etc.

Qual a incidência da Doença Celíaca na população em geral e nos parentes de portadores?

Aproximadamente 1 em cada 133 pessoas é portadora da Doença Celíaca, muitos ainda sem um diagnóstico formal,pois muitas vezes os sintomas são vagos e intermitentes.

Cerca de 16% dos parentes de primeiro grau de portadores da Doença Celíaca também irão desenvolver o problemas ao longo de suas vidas.

Quais são os sintomas da Doença Celíaca?

Os sintomas mais comuns são: anemia, flatulência excessiva, cólicas abdominais, diarreia recorrente, algumas vezes constipação, fadiga, sensação de falta de energia, infertilidade, aftas orais, problemas no esmalte dentário, emagrecimento, dores articulares e irritabilidade.

Os minerais e vitaminas comumente deficientes nos portadores são: minerais: cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, selênio e zinco; vitaminas: A, D, E, K, ácido fólico, B 1, 2, 3, 6, 9, 12 e C.

Como é feito o diagnóstico da Doença Celíaca?

Em caso de suspeita da Doença Celíaca, é necessária uma consulta com um Gastroenterologista, que, inicialmente, irá solicitar alguns exames de sangue específicos e, posteriormente, uma endoscopia digestiva alta com biópsias (retirada de pequenos fragmentos de tecidos) da mucosa do intestino delgado para estudo histológico sob microscópio por um médico patologista. O patologista é capaz de detectar as alterações características da Doença Celíaca, sendo esses achados de grande relevância para o diagnóstico.

Qual o tratamento da Doença Celíaca?

O único tratamento eficaz disponível no momento é a retirada completa da dieta de alimentos que contém Glúten. Na maioria dos casos, os danos na mucosa intestinal são totalmente reversíveis com essa medida e a função intestinal retorna ao normal.

Contudo, a dieta livre de Glúten deve ser seguida de forma definitiva para a manutenção duradoura da integridade da mucosa intestinal.

Procedimentos Terapêuticos

O que são Procedimentos Terapêuticos?

São atos médicos realizamos com o objetivo de tratar uma doença ou desordem.

Em contraste com um exame, onde informações são coletadas na tentativa de se definir um diagnóstico, um procedimento terapêutico é o tratamento propriamente dito de uma condição já diagnosticada.

Um exemplo prático pode facilitar o entendimento: um paciente com dor na barriga procura o médico, que entrevista o paciente (busca de sintomas) e examina (busca de sinais), coletando um conjunto de sinais e sintomas. Essas informações iniciais permitem ao médico suspeitar do diagnóstico de apendicite, mas outras situações podem produzir as mesmas alterações.

O médico solicita então um exame de ultrassom, que produz mais informações (busca complementar de sinais), definindo o diagnóstico de apendicite aguda. Em seguida, um procedimento terapêutico é indicado e realizado: uma cirurgia de apedicectomia.

Exames Complementares

O que é um exame médico complementar?

Os exames complementares são atos médicos puramente diagnósticos, ou seja, o médico só olha e descreve o que vê. Algumas vezes o examinador pode colher elementos físicos para estudo complementar, no contexto em questão, pode-se realizar a coleta de pequenos fragmentos de tecidos para estudo microscópico (biópsias).

Essas informações podem definir o diagnóstico de uma doença ou apenas contribuir para uma investigação clínica em andamento.

O médico que solicita um exame complementar faz o papel de um detetive que coleta o maior número possível de informações (“pistas”) sobre um problema relatado pelo paciente e, a partir do conhecimento dos mecanismos fisiológicos do nosso organismo, tenta construir, dentro de um pensamento lógico, o diagnóstico de uma doença ou desordem.

Classicamente, na prática clínica existem dois tipos de “pistas”, que são: os sinais e os sintomas.

Um sintoma é toda informação subjetiva fornecida pelo paciente e que não pode ser aferida ou validada pelo médico. Um exemplo: o sintoma dor. Não podemos, em condições normais, medir objetivamente a presença, nem a intensidade da dor.

Em contrapartida, qualquer queixa citada pelo paciente que seja passível de aferição é chamada de sinal. Como exemplo clássico, podemos citar a “febre”. Esse sinal pode facilmente ser aferido com um termômetro.

Mais exemplos de sinais e sintomas: SINAIS: manchas no corpo, inchaço numa articulação ou nas pernas, feridas, emagrecimento, queda de cabelo, pressão alta etc. SINTOMAS: tontura, visão turva, amargo na boca, mal estar, coceira, dormência, formigamento etc.

O que acabamos de expor aqui são o fundamentos da Propedêutica Clínica, ou, em outras palavras, o processo básico que deve ser percorrido pelo médico para se obter um diagnóstico preciso e confiável.

Síndrome do Intestino Irritável

O que é?

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma das enfermidades mais frequentes no ser humano, ocorrendo em mais ou menos 10 a 20% das pessoas, com leve predomínio no sexo feminino e podendo iniciar em qualquer idade, sobretudo entre os 20 e 40 anos. Não tem causa conhecida e não existem alterações laboratoriais ou de exames de imagem que confirmem o diagnóstico. Por isto é chamada de doença funcional (não orgânica). Segundo os conhecimentos atuais, consiste numa alteração da movimentação intestinal que é percebida com maior intensidade pelo nosso cérebro. É, ainda, uma doença crônica, comumente recorrente, de curso benigno, sem nenhuma relação com doenças intestinais mais graves.

Quais os sintomas?

Os sintomas principais são: dor abdominal difusa ou localizada, de intensidade variável, que alivia com a evacuação de gases ou fezes, distensão ou sensação de distensão abdominal, percepção dos movimentos intra-abdominais, impressão de evacuação incompleta e alteração do ritmo intestinal, com predomínio de constipação ou diarreia ou intercalando dias de constipação com 1 ou 2 dias de diarreia. Observam-se, também, alterações da forma das fezes, que na mesma pessoa podem ser: finas, caprinas (pequenas pelotas), duras, sem forma, diarreicas ou normais e com a presença de muco. Os sinais de alarme (febre, emagrecimento, sangramento anal) nunca são encontrados. Se tais ocorrerem, devemos buscar outra causa.

Quando suspeitar?

Suspeitar nos casos com história de meses ou anos manifestando os sintomas acima referidos, sem perda de peso e, às vezes, até engordando e que numa série específica de exames laboratoriais e de imagem não tenha sido encontrada nenhuma alteração que sugira um diagnóstico alternativo. Não é rara a constatação de que os sintomas surgem ou se agravam quando você “se incomoda” ou quando tenha passado ou esteja passando por um período de ansiedade, depressão ou estresse.

Qual o tratamento?

O elemento mais importante do tratamento é uma boa relação com o seu médico. Uma atitude de acolhimento e compreensão para com as queixas e os temores do enfermo, uma explicação de como a Medicina vê a sua enfermidade e como explica os seus sintomas, a afirmação do caráter benigno da mesma, o comentário de que não dispomos de tratamento de cura, mas que existem vários medicamentos com os quais se pode aliviar ou controlar muito bem seus sintomas, são da maior importância. A terapêutica medicamentosa depende dos sintomas predominantes, usando-se laxativos de volume nos constipados e constipantes nos diarreicos; a dor abdominal, sintoma frequente e importante, deve ser tratada com as drogas com as quais o médico tenha mais experiência e confiança pessoal, ressalvando ao paciente que por vezes, é necessário o uso de vários produtos até que se encontre o mais adequado para o seu casoTT.

Pedras na Vesícula Biliar (Colelitíase)

O que é a vesícula biliar?

A vesícula biliar é uma pequena bolsa com formato de pêra, que pode medir até 15 cm de comprimento e está localizada embaixo do fígado. Ela armazena a bile, que é um líquido esverdeado produzido pelo fígado que ajuda na digestão de gorduras.

O que são as pedras na vesícula?

Pedras na vesícula biliar, também chamadas de cálculos biliares, são pequenas pedras que se formam dentro da vesícula biliar. Elas podem ser pequenos agregados de cristais com poucos milímetros de diâmetro ou se tornarem grandes a ponto de ocuparem toda a vesícula biliar.

Normalmente, a vesícula biliar é preenchida lentamente por bile nos intervalos entre as refeições (períodos de jejum). Então, quando você ingere comidas que contém gordura, a vesícula se contrai e empurra a bile, através de um ducto, para dentro do intestino. Contudo, algumas vezes um cálculo biliar pode obstruir o orifício de saída da vesícula, impedindo que ela se esvazie. Outras vezes, os cálculos biliares podem irritar a vesícula. Se um cálculo é empurrado para fora da vesícula,ele pode obstruir os ductos que drenam o fígado e o pâncreas, causando sérios problemas.

Quais são os sintomas dos cálculos biliares?

Na maioria dos casos, as pedras na vesícula biliar não causam sintomas. Mas quando os sintomas estão presentes, os mais comuns são:

- Cólicas na barriga (geralmente no lado direito, logo abaixo das costelas ou na parte superior central da barriga (entre o umbigo e as costelas);
- Dor nas costas ou no ombro direito;
- Náuseas e vômitos.

Se você sabe que tem pedras na vesícula, mas não tem sintomas, você provavelmente não precisará de tratamento algum. Mas se você começar a apresentar sintomas, você deve ser tratado. Os sintomas podem ir e vir, mas geralmente ficam piores ao longo do tempo.

Pedras na vesícula biliar são perigosas?

Geralmente não. Em casos raros, elas podem causar sérios problemas, que incluem:

- Icterícia, uma condição onde a pele e os olhos ficam amarelos;
- Ruptura da vesícula biliar, o que pode causar quadros graves infecção (sepse);
- Inflamação do pâncreas (pancreatite). O pâncreas é um órgão que produzhormônios e enzimas que auxiliam na digestão dos alimentos.

Existem exames para a detecção das pedras na vesícula?

Sim, o seu médico(a) pode identificar o problema com um exame de imagem, tal como a ultrassonografia.
O exame de ultrassom é indolor e usa ondas sonoras para construir uma imagem da sua vesícula.

Como as pedras na vesícula são tratadas?

As pessoas com pedras na vesícula biliar geralmente tem 3 opções. São elas:

Não tratar: essa pode ser a melhor opção para aqueles que não têm sintomas. Se os sintomas aparecerem, o tratamento deverá ser cogitado.

Cirurgia para remover a vesícula biliar e as pedras: a cirurgia para remover a vesícula biliar (colecistectomia) é o tratamento de rotina no Brasil. Mas, como toda cirurgia, envolve uma anestesia, logo, existem alguns riscos. A cirurgia não costuma afetar de maneira importante a digestão. Contudo, cerca de metade das pessoas operadas podem apresentar alguns sintomas leves, que costumam melhorar ao longo do tempo, tais como: diarreia líquida, flatulência e ruídos intestinais aumentados.

Tratamento para eliminar as pedras sem remover a vesícula biliar: as pessoas que optam por essa estratégia podem tomar medicamentos para dissolver as pedras ou serem tratadas com um aparelho que emite ondas sonoras que quebram as pedras, facilitando a eliminação espontânea. Estes tratamentos podem funcionar, mas isso leva tempo (meses até anos). Nos indivíduos com sintomas severos, essa demora pode ser difícil de tolerar.
Além disso, as pedras podem voltar após o fim do tratamento, o que faz com que estas modalidades de tratamento estejam caindo em desuso.

Posso fazer alguma coisa para evitar a formação de (novas) pedras na vesícula biliar?

Sim. Faça no mínimo 3 refeições por dia, sempre com baixo teor de gorduras. Isso causa o esvaziamento da vesícula biliar cada vez que você come.

Escolha alimentos com alto teor de fibras e cálcio, mas pobres em gorduras saturadas. Algumas escolhas sábias incluem frutas, vegetais e derivados do leite com baixo teor de gordura.

Procure manter o seu peso dentro de limites saudáveis. As pessoas que estão acima do peso são mais propensas à formação de cálculos biliares.

Se você pretende emagrecer rapidamente, mesmo que nunca tenha tido pedras na vesícula biliar, converse com o seu édico sobre o que você pode fazer para evita a formação destas pedras durante esse processo. Por exemplo, emagrecer rapidamente após uma cirurgia de redução do estômago, pode, comumente, leva ma formação de cálculos biliares. Nesses casos, o seu médico pode prescrever medicamentos para evitar essa situação.

 

Retocolite Ulcerativa

O que é a colite ulcerativa?

A colite ulcerativa é uma condição que causa diarreia, cólicas abdominais e a eliminação de fezes com sangue. Estes sintomas acontecem por que o intestino grosso fica inflamado e desenvolve feridas, chamadas de “úlceras”. O intestino grosso também é chamado de cólon, logo, o termo colite refere-se a “inflamação do intestino grosso”.
 
Quais são os sintomas da colite ulcerativa?

Os sintomas podem ser leves ou severos. Eles podem aparecer apenas irem e virem intermitentemente. Os sintomas podem incluir:

- Diarreia (algumas vezes com 10 ou mais episódios por dia);
- Sangue vivo nas fezes;
- Sangramento anal;
- Eliminação de catarro (muco) pelo ânus;
- Cólicas abdominais;
- Febre;
- Perda de peso;
- Inchaço e dor na articulação do quadril e nos joelhos;
- Inchaço e dor nos olhos, pele e pulmões.
 
Existem exames para diagnosticar a colite ulcerativa?

Sim. Existem alguns exames que podem auxiliar o seu médico no diagnóstico da colite ulcerativa. Os médicos geralmente solicitam um exame chamado “retossigmoidoscopia” ou outro similar chamado “colonoscopia”.

Nestes exames, o médico insere um fino tubo de borracha através do ânus para examinar o reto (a parte final do intestino grosso) e outras partes do intestino grosso. Na ponta deste tubo existe uma pequena câmera que capta imagens que são mostradas para o médico num monitor, sendo possível examinar com detalhes todo o intestino grosso. Além da câmera, também existem ferramentas que permitem a coleta de pequenas amostras de tecido para exame no microscópio. Outros exames podem incluir radiografias contrastadas e tomografias.

Posso fazer alguma coisa por conta própria para me sentir melhor?

Suspenda a ingestão de comidas que pioram os sintomas:

- Leite, iogurte, queijo e outros derivados do leite;
- Café, chá, refrigerante e outros alimentos que contem cafeína;
- Frutas e sucos;
- Frituras, gorduras e alimentos muito condimentados;
- Farinhas integrais e pães multigrãos;
- Condimentos (tais como catchup e mostarda) e molhos para salada;
- Alguns vegetais, incluindo couve-flor, brócolis e repolho;
- Carne vermelha;
- Feijão;
- Corantes artificiais, aromatizantes e adoçantes.

Evite medicamentos anti-inflamatórios, como diclofenaco (Cataflan®, Biofenac®), ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®), ibuprofeno (Motrin®, Advil®) e naproxeno.

Quando você evitar as comidas que podem piorar os sintomas, o seu médico pode prescrever multivitamínicos e suplementos de ácido fólico. Se parar de ingerir leite e derivados, você deverá tomar suplementos com cálcio e vitamina D. Os suplementos alimentares garantem as quantidades mínimas dos nutrientes que você está deixando de ingerir com a restrição alimentar necessária nos períodos mais sintomáticos da colite ulcerativa.

Como a colite ulcerativa é tratada?

Dependo dos seus sintomas, o seu médico poderá prescrever:

- Medicamentos para aplicar diretamente no reto (supositórios e enemas). Estes podem reduzir o inchaço e inflamação nos casos leves. Costuma levar 3 semanas para produzirem efeito e melhora nos sintomas.
- Medicamentos para tomar na forma de comprimidos. Os mais comuns são os aminosalicilatos, ou simplesmente, 5-ASA.
- Um breve curso de medicamentos chamados “corticoides” para reduzir o
inchaço e a inflamação.
- Medicamentos mais fortes para os casos mais severos. Estes medicamentos atuam no sistema imunológico para proteger o seu cólon dodano causado indevidamente as células que o revestem (mucosa). Os mais comuns são: azatioprina, 6-mercaptopurina, infliximabe, adalimumabe.

Para a maioria das pessoas os sintomas desaparecem após algumas semanas de tratamento.

Uma cirurgia pode ser necessária?

Quando os medicamentos e mudanças na dieta não funcionam, uma cirurgia pode ajudar. Existem dois tipos:

- Cirurgia para remover o cólon, reto e ânus. Pessoas que fazem esse tipo de cirurgia, não podem mais evacuar da maneira normal. Nesses casos, é feito uma “ostomia”, ou seja, o intestino delgado é fixado na parede do abdome e se comunica com o meio externo através de um pequeno orifício na pele. Por esse orifício acontece a eliminação das fezes, que são armazenadas numa bolsa plástica especial que se fixa na pele ao redor do orifício.

- Cirurgia para remover apenas o cólon e o reto. Após essa cirurgia, o médico reconecta o intestino delgado ao ânus. Pessoas com esse tipo de cirurgia podem evacuar da maneira normal.

E se eu engravidar?

Na maior parte dos casos, a colite ulcerativa não afeta a sua capacidade de engravidar. Se você deseja ter um bebê, converse com o seu médico(a) antes.

O seu médico(a) irá revisar todos os seus exames antes e durante a sua gravidez. Além disso, o médico(a) pode querer trocar os seus medicamentos antes de engravidar. Isso acontece por que alguns dos medicamentos usados para tratar a colite ulcerativa não são seguros para o bebê.

Condições como a colite ulcerativa acontecem com mais frequência em determinadas famílias. Logo, se você tiver um filho(a), ele ou ela tem um risco um pouco maior de também ter a colite ulcerativa quando comparado com a população em geral.

 

Doença de Crohn

O que é a doença de Crohn?

A doença de Crohn é uma desordem que causa diarreia, cólicas abdominais e outros sintomas que afetam o aparelho digestivo. O aparelho digestivo é a parte do nosso corpo que digere e absorve os alimentos e nutrientes que ingerimos regularmente. Ele é composto pela boca, estômago e intestinos.

O nosso organismo é dotado de um sistema de defesa (sistema imunológico), que, quando funciona normalmente, mata germes e células defeituosas que poderiam dar origem a tumores malignos (câncer). Algumas vezes, ao invés de matar apenas a células defeituosas, algo pode sair errado e o sistema imunológico começa a atacar também células saudáveis. Esse fenômeno é chamado de “resposta
autoimune”. Essa situação está presente nos portadores da doença de Crohn. Se você tem a Doença de Crohn, o seu corpo está atacando as células que revestem a face interna de todo o aparelho digestivo. Esse evento produz a inflamação das estruturas acometidas, que pode evoluir com a formação de feridas (úlceras) e
causar sangramentos.

Os sintomas da doença de Crohn podem oscilar, ou seja, podem piorar e melhorar intermitentemente ao longo do tempo. Essa condição não tem cura. Mas, felizmente, existem medicamentos e outros tratamentos que podem melhorar muito os sintomas.

Quais são os sintomas da doença de Crohn?

Os sintomas mais comuns são diarreia, cólicas abdominais, fraqueza, perda de peso e febre. Algumas pessoas com a doença de Crohn podem também apresentar aftas na boca, lesões na pele, dores nas articulações e vermelhão nos olhos.
 
Existe algum exame que pode indicar a presença da doença de Crohn?

Sim. Existem alguns testes que podem ajudar no diagnóstico da doença de Crohn. Os médicos podem usar exames de raios-X, tomografia e ressonância magnética para examinar o intestino fino e um exame chamado “colonoscopia” para examinar o intestino grosso.

Durante a colonoscopia, o médico insere progressivamente um fino tubo de borracha, com uma pequena câmera na ponta, através do ânus do paciente até o final do intestino grosso. A câmera que está na ponta do aparelho envia imagens para uma tela que fica na frente do médico. O exame é feito sob sedação e causa mínimo desconforto ao paciente, durando em média cerca de 20-30 minutos para ser realizado.
 
Posso fazer alguma coisa por conta própria para me sentir melhor?

Sim. Os seus sintomas podem melhorar se você:

- Parar de ingerir os alimentos que fazem os seus sintomas piorarem. Algumas pessoas têm problemas com comidas que possuem grande quantidade de fibras, como frutas e vegetais.
- Se você fuma, pare de fumar. O tabagismo piora os sintomas e aumenta as chances de você necessitar de uma cirurgia.

Evite medicamentos anti-inflamatórios, como diclofenaco (Cataflan®, Biofenac®), ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®), ibuprofeno (Motrin®, Advil®) e naproxeno.
 
Como a doença de Crohn é tratada?

Existe um grande número de diferentes medicamentos que podem ajudar a reduzir os sintomas da doença de Crohn. Quase todos esses medicamentos, funcionam reduzindo a inflamação e a resposta imunológica exagerada e inadequada. Alguns medicamentos são reservados para os períodos de maior intensidade dos sintomas. Outros medicamentos ajudam a manter os sintomas sob controle ou que eles voltem a ficarem intensos. O médico algumas vezes pode também prescrever antibióticos para os pacientes com a doença de Crohn.

Muitas vezes é necessário tentar diferentes medicamentos antes de se encontrar o tratamento que melhor funciona para você.

Uma cirurgia pode ser necessária?

A cirurgia pode ajudar nos casos onde os medicamentos não são capazes de controlar satisfatoriamente os sintomas da doença ou nos casos onde os medicamentos causam efeitos colaterais que não podem ser tolerados pelo paciente. A cirurgia não cura a doença, mas pode ajudar o paciente a se sentir melhor e retornar para as atividades normais. Os dois tipos de cirurgia mais comuns no tratamento da doença de Crohn funcionam da seguinte maneira:

- Removendo a parte doente do intestino;
- Reabrindo as partes do intestino que foram bloqueadas pela doença

A doença de Crohn pode evoluir para câncer de intestino grosso?

Sim. O seu risco depende do tempo que você tem a doença e se o intestino grosso foi afetado. Especialistas sugerem que as pessoas com doença de Crohn realizem exames de rastreamento precocemente e regularmente. Isso quer dizer, fazer uma colonoscopia poucos anos após o diagnóstico da doença de Crohn e, após, uma vez por ano.
 
Como será a minha vida com a doença Crohn?

As pessoas com a doença de Crohn precisam, frequentemente, de cuidados por toda a vida. Mas com o tratamento adequado, a maioria das pessoas é capaz de levar vidas muito próximas do normal.
 
E se eu quiser engravidar?

Na maioria dos casos, a doença de Crohn não compromete a capacidade de uma mulher engravidar. Se você quer engravidar, converse com o seu médico(a) antes de começar a tentar engravidar. O seu médico(a) irá revisar todos os seus exames antes e durante a sua gravidez. Além disso, o médico(a) pode querer trocar os seus medicamentos antes de engravidar. Isso acontece por que alguns dos medicamentos usados para tratar a doença de Crohn não são seguros para o bebê.

Diarreia em Adultos

O que é diarreia?

O termo diarreia descreve uma alteração no ritmo de funcionamento do intestino, onde fezes líquidas são eliminadas. O número de evacuações também aumenta, sendo observado a ocorrência de 3 ou mais episódios por dia. Outro sintoma comumente associado aos quadros de diarreia é a urgência evacuatória, que é caracterizada pela necessidade de eliminação iminente e incontrolável de fezes, o que faz com que o paciente corra para o banheiro.

Quais as causas comuns de diarreia?

- Vírus
- Bactérias que vivem nos alimentos e na água
- Parasitas
- Efeitos colaterais de alguns medicamentos
- Problemas na digestão de certos tipos de comidas
- Doença que agridem o aparelho digestivo.

O que eu posso fazer para melhorar?

Você pode fazer algumas coisas que podem ajudar:

- Beba grande quantidade de líquidos que contém água, sal e açúcar. As opções mais eficazes são: sucos de frutas diluídos em água mineral, bebidas isotônicas (ex.: Gatorade e similares), caldo de sopa e água de coco. Se você estiver bebendo líquidos na quantidade certa, a sua urina terá a cor amarelo claro ou quase transparente (como água).

- Procure comer um pouco, sempre em pequenas quantidades, mas várias vezes por dia. Algumas escolhas sábias: batata cozida, macarrão tipo Lámen temperado somente com sal, arroz branco, aveia, biscoito de água e sal, bananas, sopas, vegetais cozidos (cenoura, beterraba, ervilhas), pequenas porções de frango grelhado, gelatina. As comidas salgadas ajudam mais nesse momento.

Quando eu devo procurar um médico?

Você deve procurar um médico se:

- Os sintomas persistirem por mais de 48 horas;
- Se apresentar mais de 6 episódios de diarreia em 24 horas;
- Se apresentar várias evacuações com sangue ou catarro (muco);
- Se a diarreia for preta ou sanguinolenta (vermelho vivo);
- Se apresentar febre acima de 38,5ºC;
- Se apresentar cólicas fortes na barriga;
- Se tiver 70 ou mais anos de idade;
- Se apresentar diarreia após durante ou após o uso de antibióticos.

Se apresentar grande perda de líquidos (desidratação). Os sintomas são:

- Grande número de evacuações líquidas como água;
- Sensação de cansaço intenso;
- Muita sede;
- Boca e língua secas;
- Câimbras;
- Tonturas;
- Confusão mental;
- Urine muito amarela ou ficar sem urinar por mais de 5 horas.

Preciso fazer exames?

A maior parte das pessoas não precisa de exame algum. Mas, é possível que seu médico solicite alguns exames em determinados situações, tais como:

- Exames de sangue;
- Exames de urina;
- Exames de fezes.

Estes exames podem se você tem uma infecção, e quando afirmativo, que tipo de infecção. Os exames também podem mostrar se você está desidratado.

Como é tratado um quadro de diarreia?

O tratamento depende da causa da diarreia. Algumas vezes você não necessitará de tratamento algum. Nos casos onde é necessário tratamento, o seu médico poderá recomendar:

- Antibióticos: que combatem infecções causadas por bactérias;
- Medicamentos para aliviar a diarreia podem ser usados em casos selecionados;
- Hidratantes aplicados por via endovenosa. Reservados para os casos de desidratação grave, sendo inserido um pequeno cateter (tubo fino de material plástico) dentro de uma veia em seu braço ou antebraço, que é em seguida conectado a uma bolsa que contém soro fisiológico;
- Suspender alguns de seus medicamentos;
- Mudar a sua dieta.

A diarreia pode ser evitada?

Você pode reduzir as chances de adquirir e disseminar uma diarreia tomando algumas medidas:

- Lavar as mãos após trocar fraldas, cozinhar, comer, ir ao banheiro, levar o lixo para a rua, tocar em animais e assoar o nariz;
- Permanecer em casa até se sentir melhor;
- Prestando atenção no adequado armazenamento e preparo de alimentos:
- Não beber leite não pasteurizado ou comidas feitas com ele;
- Lavar bem frutas e vegetais antes de comer;
- Manter a geladeira com temperatura abaixo de 5ºC e o freezer
abaixo de 18ºC;
- Cozinhar bem a carne e frutos do mar;
- Cozinhar ovos até que a gema fique dura;
- Lavar as mãos, facas e tábuas de corte após o contato com carne e
alimentos crus.

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